Economia
Empr�stimo de R$ 2,7 bilh�es �s Lojas Americanas recebe cr�ticas
Rio ? Um empréstimo de R$ 2,7 bilhões às Lojas Americanas e seu braço de comércio eletrônico (B2W), controladas pelo investidor Jorge Paulo Lemann e seus sócios, trouxe à tona a discussão sobre o direcionamento dos financiamentos do banco, cujas fontes principais de recursos são o Tesouro e o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O crédito é o maior da história do banco de fomento estatal a um grupo de varejo. Para analistas, porém, o retorno social do financiamento é baixo. Melhor seria direcionar mais recursos para crédito à exportação e especialmente à infraestrutura, dizem. Ou a segmentos que encontram dificuldades em obter crédito privado a baixo custo. JUROS Os juros da negociação ficaram na taxa básica Selic (11% ao ano, mais remuneração do banco de 3,3%) para 43% do valor emprestado. Para os outros 67%, custo financeiro foi de TJLP (taxa exclusiva do BNDES e subsidiada, hoje em 5% ao ano, mais 3,11% de remuneração do banco). O BNDES cobra juros maiores para comércio e serviços do que para setores tidos como prioritários, como máquinas e equipamentos e infraestrutura, com taxas até abaixo da inflação, e alguns ramos da indústria.