Economia
Rede de supermercados � denunciada pelo MPT
Uma Ação Civil Pública (ACP) ajuizada por Procuradores do Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas pede, na Justiça do Trabalho, que o grupo Walmart e suas empresas ? Bompreço, Hiper Bompreço, Todo Dia, Sam?s Club e Maxxi Atacado ? sejam condenados a pagar R$ 125 milhões por supostamente cometerem irregularidades trabalhistas. Denúncias e depoimentos apontam que o grupo humilha seus empregados, desrespeita a jornada laboral e não fornece equipamentos que ofereçam condições adequadas de saúde e segurança no trabalho. O MPT instaurou diversos inquéritos civis para apurar irregularidades e constatado que os trabalhadores são advertidos de forma constrangedora, diante de colegas de trabalho; e são acusados, indevidamente, da falta de valores arrecadados. A empresa é acusada ainda de punir o trabalhador que apresenta ?diferenças de caixa? sem apuração de responsabilidade. A exigência de cumprimento de horas extraordinárias também é, de acordo com a denúncia, prática comum da Rede Walmart. Durante inspeção realizada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/AL), auditores fiscais do trabalho verificaram que a empresa não concede intervalo devido para almoço e repouso e costuma prorrogar a jornada normal de trabalho, além do limite legal de duas horas. A concessão do descanso semanal remunerado, de preferência aos domingos, também seria outra obrigação desrespeitada pelo Walmart.