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Grupos miram rela��es p�blicas

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São Paulo, SP ? Antes de fechar a compra da agência CDN, em agosto de 2013, os publicitários Nizan Guanaes e Guga Valente, do grupo ABC, procuraram uma empresa de relações públicas por pelo menos cinco anos, segundo fontes de mercado. Apesar de ter demorado a sair, a transação parece ter sido o estopim de uma nova tendência na comunicação: a incorporação de negócios de RP nacionais a grandes grupos de comunicação mais associados à publicidade. A tendência demorou a chegar ao País. No exterior, o grupo Omnicom é dono de marcas de relações públicas como Porter Novelli e Ketchum, enquanto o WPP mantém companhias como Burston-Marsteller e Hill+ Knowlton em seu portfólio. O ?tempo perdido? no Brasil, porém, começa a ser recuperado rapidamente. Quinze dias após o acordo entre o grupo ABC e a CDN, o Grupo Publicis comprou a agência Espalhe por meio de seu braço de relações públicas, a MSL. Na semana passada, a Omnicom comprou uma participação minoritária na InPress, que já matinha uma parceria com a Porter Novelli. O grupo Interpublic tem uma fatia da S2 Publicom desde 2011. Segundo fontes de mercado, há espaço para mais compras no segmento de comunicação corporativa. Entre os grupos que estão olhando ativos no País está o WPP. O interesse da WPP neste mercado, diz o dono de uma agência, pode envolver uma estratégia de fortalecimento das operações locais da Burston e da Hill+Knowlton, que hoje ocupam posições intermediárias no Brasil.

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