Economia
Brech�s se modernizam para atrair novos consumidores
A ideia de que brechó é coisa de pobre ou lugar onde só há roupa velha e sapato usado está ultrapassada. Para quem entende de moda e economia, essas lojas guardam verdadeiras relíquias. Os brechós atuais deixaram de lado o cheiro de naftalina para apostar no comércio de produtos de grifes, a um preço de dar inveja. O consumidor, por sua vez, tem desconstruído o preconceito com os artigos de segunda mão e, aderindo a um pensamento mais consciente. Com negócios que comercializam desde roupas de marcas famosas, a móveis reformados e até mesmo artigos para bebês, esse mercado tem mostrado um crescimento significativo. Segundo dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), entre os anos de 2007 e 2012, as micro e pequenas empresas que comercializam artigos usados registraram o crescimento de 210%. Num período de cinco anos, o número passou de 3.691 para 11.469. ?Acredito que o crescimento do mercado de usados no País seja em função da questão da sustentabilidade, do pós-consumo, do descarte. Tanto de roupas quanto de objetos. Essa consciência ambiental das pessoas também favorece o aumento desse mercado?, avalia Wilsa Sette, coordenadora nacional de Projetos do Varejo da Moda do Sebrae. Além da atual aceitação do mercado, os investimentos no ramo dos usados também atrai os pequenos empresários. ?Quando pensei em retornar ao mercado dos brechós, avaliei se os investimentos necessários caberiam no meu bolso. Como o capital inicial é pequeno, se comparado a outros investimentos, e é possível fidelizar a clientela, optei por continuar nesse meio?, contou a funcionária pública Jeine Araújo Brandão, que também é dona de um brechó.