Economia
Setor de servi�os cresce 5,7%
Rio de Janeiro ? Apesar de um esperado efeito positivo em razão da Copa, o setor de serviços não registrou bom desempenho em junho, mês que teve início o Mundial. O crescimento foi de 5,7% frente a junho de 2013. Trata-se da menor marca da série histórica do IBGE, iniciada em janeiro de 2012. Os números divulgados ontem mostram o chamado faturamento nominal do setor, que não considera a evolução da inflação o que dificulta a análise do real desempenho do serviços, já que não considera a variação dos preços de cada segmento do setor, o de maior peso na economia. Em maio, os serviços haviam registrado expansão de 6,6% e, em abril, de 6,2%. Os dois índices já haviam sido os mais baixos nos 12 meses anteriores de cada um deles. Em maio, o pequeno avanço frente a abril ocorreu por conta da alta de serviços prestados às famílias (inclui turismo e alimentação) e transporte, setor impulsionado pelo ramo aviação ? já num primeiro sinal de impacto da Copa, com a antecipação da compra de passagens aéreas. Os dados do IBGE de junho sinalizam que o efeito da Copa pesou negativamente para o setor por conta do menor número de dias úteis. É que os serviços atendem a outros ramos, especialmente à indústria, que parou parcialmente suas linhas de produção em dias de jogos. Outra hipótese, dizem analistas, é que nesses dias de jogos as pessoas também não procuraram alguns serviços, como médicos, dentistas e cabeleireiros. Por fim, muitas empresas também dispensaram mais cedo seus trabalhadores em dias de jogos do Brasil ou em feriados nas cidades-sede. Havia a expectativa que o setor, durante o Mundial, tivesse seu desempenho turbinado pela presença de turistas, com a movimentação acima do normal em bares, restaurantes, hotéis e todo o setor de turismo, além dos transportes, pelo deslocamento entre as cidades-sede.