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D�lar fecha a R$ 3,47 na 5� queda consecutiva

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São Paulo ? O dólar fechou ontem no menor nível em três meses, cotado a R$ 3,475 para venda e R$ 3,47 para compra, após cair 1,41% durante o dia graças ao sucesso de duas operações de renovação de uma dívida cambial que vence dia 2 e a declarações da futura equipe econômica. É o menor valor da moeda desde 20 de setembro, quando o dólar fechou a R$ 3,405, e a quinta queda consecutiva da moeda, que acumulou desde a última quinta-feira desvalorização de 8,3%. O BC renovou ontem, com duas operações, 65,5% (US$ 1,69 bilhão) de uma dívida cambial de US$ 2,6 bilhões que vence no dia 2 de janeiro. Com mais cinco dias para rolar o vencimento, a expectativa é que a renovação seja integral. Além de a operação reduzir a pressão dos investidores sobre as cotações, que ampliam seus ganhos, as baixas taxas pelo BC - cerca de sete pontos percentuais menores do que no último vencimento, dia 18 - ilustram o maior otimismo do mercado em relação ao futuro governo e a maior disposição em financiar a dívida do governo. Esse otimismo vem de dois fatores. O primeiro é a captação de recursos por bancos brasileiros no exterior, que além de irrigar o mercado mostra que as linhas de crédito para o país estão voltando. Na semana passada, o Bradesco captou US$ 175 milhões em eurobônus, e ontem foi a vez do Itaú concluir a captação de US$ 150 milhões também em eurobônus. O segundo é a postura da futura equipe econômica. O futuro presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o futuro ministro da Fazenda, Antonio Palocci, têm reforçado o compromisso do governo que toma posse no dia 1º com a contenção da inflação e a austeridade fiscal. Além disso, o mercado tem agora um horizonte mais amplo para se planejar, graças à definição dos principais nomes que comporão o gabinete de Luiz Inácio Lula da Silva. Para completar, o BC continuou hoje a irrigar o mercado para a virada do ano com linhas externas, vendendo hoje mais US$ 100 milhões a serem devolvidos em fevereiro. Ao todo, o BC já leiloou ao mercado US$ 1,17 bilhão em linhas que servirão como escudo cambial na virada do ano e na transição presidencial. A previsão dos analistas é que o dólar mantenha a trajetória descendente e volte para R$ 3,40 antes do fim do ano, com forte chance de recuar para R$ 3 ainda no primeiro trimestre de 2003.

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