Economia
IPCA acelera 0,25% e rompe teto da meta
Rio ? Com nova alta das tarifas de energia elétrica, passagens aéreas mais caras e custos com empregados domésticos mais elevados, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou a 0,25% em agosto, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado fez com que a taxa em 12 meses ficasse em 6,51%, voltando a romper o teto da meta perseguida pelo governo, que é de 4,5% com dois pontos de tolerância para mais ou menos. Mesmo assim, uma alta mensal nessa magnitude já era esperada por analistas. A previsão, porém, é que a inflação continue ganhando força ao longo deste mês. O economista-chefe da Icatu Vanguarda, Rodrigo Alves de Mello, espera alta de 6,6% em 12 meses até setembro, para só depois haver desaceleração. ?A alimentação tem mostrado piora na coleta. As passagens aéreas tendem a subir bastante em setembro e há sazonalidade menos favorável de vestuário?. Após as quedas registradas em itens ligados à Copa do Mundo, que levou a inflação a ficar praticamente estável em julho (0,01%), alguns itens voltaram a subir, como passagens aéreas (10,16%) e alimentação fora do domicílio (0,71%). As diárias de hotéis, por sua vez, recuaram 10,13%, impedindo alta mais intensa do índice. ?No caso dos hotéis, ainda não foi devolvida toda a alta provocada pela Copa, e não sabemos se vai?, afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora do IBGE.