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Custo Brasil interfere na disputa com a China

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São Paulo ? A retomada da indústria brasileira no mundo após a ascensão da China exigirá uma política mais agressiva para o setor e uma concentração de esforços bem maior do que adotada até agora para reduzir o famigerado Custo Brasil. Ainda assim, alguns setores continuarão sofrendo com a concorrência chinesa por causa da enorme escala de produção do país asiático. Com escala, a economia chinesa é capaz de produzir grandes quantidades de produtos por um preço mais baixo do que os dos países concorrentes. A China ainda tem a vantagem do custo da mão de obra mais baixo, apesar de os salários terem aumentado nos últimos anos. ?Competir com a China não dá, seja para o Brasil ou para qualquer outro país industrializado. O modelo de desenvolvimento chinês é diferente de qualquer modelo de países de industrialização avançada?, afirma a secretaria de Desenvolvimento da Produção, Heloisa Menezes, do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Um levantamento da Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que, na comparação com um similar importador, um produto brasileiro é 32,3% mais caro do que um similar chinês importado. ?A indústria brasileira foi negligenciada?, afirma o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz. ?A concorrência que a China imprime no mundo todo limita muito esse processo (de retomada da indústria brasileira)?, afirma Júlio Sérgio Gomes de Almeida, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

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