Economia
Empresas encolhem estrategicamente
São Paulo ? Seis meses após abrir a empresa de cachorro-quente Wdog, em 2011, Wesley Machado tinha três unidades em diferentes shoppings de São Paulo, além de cerca de 30 funcionários. Mas o negócio dava prejuízo. A solução foi fechar duas delas e ficar com três funcionários no shopping de Itaquera (zona leste de São Paulo). ?Fiz rápido três unidades porque tinha capital para investir e achava meu produto diferente. Acabei sendo muito apressado, por querer ver a coisa acontecer antes de estar maduro?, afirma. Para Machado, o principal problema da empresa era a falta de uma seleção criteriosa e de treinamento para os profissionais. Hoje, com uma unidade, a empresa fatura quatro vezes mais do que antes e é lucrativa, segundo o proprietário. Apesar de ser importante se preocupar com o crescimento da empresa e buscar vender mais, em alguns momentos empreendedores passam por situações como a de Machado, em que ser menor é a melhor solução para voltar a ter números positivos. O consultor do Sebrae-SP Júlio Tadeu Alencar sugere que a análise para saber se esse é o caso de uma empresa seja feita olhando primeiro para seus custos fixos, como aluguel e folha de pagamento, e para as projeções de venda da empresa.