Economia
Cresce n�mero de pessoas que se consideram negras e cai pardas
Dados do Censo 2000 divulgados na sexta-feira passada pelo IBGE mostram que, nos últimos dez anos, diminuiu no país a proporção de pessoas que se declararam pardas e aumentou a de negros. Segundo o IBGE, os números podem representar um indicativo de mudança nos padrões de identificação e de autoclassificação do brasileiro. Entre 1991 e 2000, a taxa média de crescimento da população de cor branca foi de 2,12%, da negra 4,17% e da parda 0,53%. Em 2000, pelas declarações fornecidas pela população do país, 91.298.042 (53,7%) consideraram-se brancos, 10.554.336 (6,2%) negros, 761.583 (0,5%) amarelos, 65.318.092 (38,4%) pardos e 734.127 (0,4%) indígenas. Conforme o Censo, a proporção de pessoas que se declararam brancas declinou de 1940 (63,5%) até 1991 (51,6%), mas apontou ligeiro crescimento em 2000 (53,7%). A proporção da população negra, que vinha caindo também desde 1940 (14,6%), apresentou um crescimento na sua proporção, passando de 5% em 1991 para 6,2% em 2000. Em contrapartida, a proporção da população de pardos, que vinha crescendo desde 1940 (21,2%), atingiu, em 1991, a proporção de 42,4% e caiu para 38,4% em 2000. A proporção da população indígena passou de 0,20%, em 1991, para 0,43% em 2000. As características diferenciais da composição da cor ou raça mostraram que a proporção de pessoas com declaração de cor branca atingiram maior percentual em Santa Catarina (89,3%), ficando a Bahia com a maior enumeração das pessoas que se declararam negras e pardas (73,2%). O Censo revelou também que, no Rio Grande do Sul, 100% da população do município de Montauri se declarou de cor branca. Segundo o IBGE, a maior proporção de negros foi encontrada no município de Riacho Frio (61%), no Piauí. A da categoria amarela foi encontrada no município de Assaí (15%), no Paraná, a de pardas em Nossa Senhora das Dores (98%), em Sergipe, e a de índios (76%) em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.