Economia
D�lar tem maior alta desde dezembro de 2008
São Paulo, SP ? O dólar encerrou o dia no patamar de R$ 2,48 e a Bolsa fechou em baixa pelo terceiro pregão seguido devido a fatores internos e externos que causaram preocupação aos investidores ao longo de ontem. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou com alta de 1,37%, a R$ 2,487. O dólar comercial, usado no comércio exterior, subiu 1,46%, para R$ 2,485. Ambos estão no maior patamar desde 8 de dezembro de 2008. Numa cesta de 20 moedas de países emergentes, o real foi a que teve a maior desvalorização em relação ao dólar ontem. No cenário doméstico, dados econômicos ruins têm contribuído para a saída de recursos do País, afirma Sidnei Nehme, diretor da NGO Corretora de Câmbio. ?Nós temos cada vez mais os fundamentos econômicos deteriorados. Ontem [terça, 30] nós tivemos a divulgação da política fiscal, resultado pífio e que deixa em perspectiva uma redução de nota [avaliação] de crédito [do País por agências internacionais]?. Há também um componente eleitoral que agiliza esse processo de subida do dólar, avalia Nehme. ?O dólar caminharia naturalmente para uma alta, mas o movimento especulativo agiliza esse aumento da moeda?, diz. As perspectivas são de novas altas da moeda americana, afirma o diretor da NGO, para quem o dólar deverá atingir um novo patamar, R$ 2,55 a R$ 2,60. O Banco Central prosseguiu com seu programa de intervenção no mercado, vendendo 4.000 contratos de swap cambial (equivale a uma venda futura de dólar) e rolando o vencimento de 8.000 contratos que expirariam no início de novembro. No total, as operações injetaram no mercado mais de US$ 590 milhões ontem.