Economia
Etanol de milho pode ficar bem mais barato
Ribeirão Preto, SP ? Estudo da INTL FCStone feito em seis polos produtores de milho do Brasil, alguns com unidades sucroenergéticas, apontou que a produção de etanol a partir do cereal junto com a cana-de-açúcar é viável economicamente, mas depende da região e do modelo utilizado para a produção. O estudo sobre a viabilidade das chamadas usinas flexíveis abordou, além da questão regional, o período de processamento ? de 120 dias, durante a safra de cana, ou de 345 dias incluindo a entressafra ? bem como o tipo de usina previsto em um projeto. Foram avaliados dois tipos de usinas flexíveis, ambas anexadas às usinas canavieiras: a tradicional, cujo processo de fabricação do etanol de milho é paralelo ao da cana e os combustíveis que se juntam apenas no final do processo; e a integrada, na qual o caldo do milho e da cana se juntam já na fermentação. A usina tradicional tem um investimento estimado de R$ 98 milhões, para uma produção de 300 mil litros de etanol de milho por dia. Já a usina integrada necessita de um investimento de R$ 65 milhões para a mesma produção, mas o rendimento industrial é mais baixo que o da tradicional. Foram considerados, ainda, os custos adicionais necessários para que as usinas flexíveis operem o ano inteiro, de R$ 28 milhões para as tradicionais e de R$ 11 milhões a R$ 21 milhões para as integradas, valor que é variável dependendo ou não da necessidade de expansão. Para a implantação de usinas flexíveis foram consideradas as regiões de Cândido Mota (SP), Cascavel (PR), Dourados (MS), Lucas do Rio Verde (MT), Rio Verde (GO) e Uberlândia (MG), ou seja, com custo variável do milho e do combustível para a venda.