Economia
Micros SALTAM de 8 mil para 92 mil
O dinheiro que circulou com facilidade entre a população de baixa renda, por conta da inclusão em programas sociais e de transferência de renda, aqueceu a economia. Em especial, o setor de microempreendedores individuais e microempresários, que souberam canalizar sonhos para transformar sua própria realidade. Como passaram a oferecer serviços com qualidade, a nova e a tradicional classe média também cederam às tentações de consumir. Nos anos de maior estabilidade da economia, no triênio 2009-2011, os empreendedores reforçaram a vocação do País e do estado para a geração de empregos e renda. Quem confirma é o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), por meio de pesquisa realizada no período. Os números revelam que as nove milhões de MPE representaram em todo o Brasil 27% do Produto Interno Bruto (PIB). Na prática, isso representou mais da metade dos empregos formais, além de uma contribuição de R$ 599 bilhões à economia. O mais importante deste fenômeno, que une empreendedorismo e estímulo, é que ele ocorreu de forma descentralizada, proporcionando a estados fora das grandes regiões produtoras do País, encontrarem também seu lugar no mercado. Quem confirma é o Ronaldo Moraes, diretor técnico do Sebrae Alagoas. Conforme os dados que apurou, no triênio analisado, Alagoas saltou de oito mil empresas para 92 mil, nos segmentos do comércio, indústria e serviço. Até a revelação desta realidade, a única referência era o levantamento feito em 1985 e posteriormente em 2001. Em ambos os casos, a tendência de crescimento era perceptível.