Economia
Empreendedor passa de empregado a dono de neg�cio no Clima Bom
Do outro lado da cidade, na periferia da capital, no bairro do Clima Bom, a vida do ex-funcionário de uma lanchonete também se transformou. Nos últimos quatro anos, José da Silva, que há 15 anos decidiu ser dono do próprio destino, deixou de ser um microempreendedor individual (MEI) para se tornar microempresário (ME). ?Trabalhei dez anos para uma lanchonete, na parte baixa da cidade. E todo dia quando ia para o trabalho, ficava pensando em ter um negócio parecido aqui por cima, no Clima Bom. Mas sabia que para uma pessoa que veio do interior tinha que aprender muito?, disse o palmeirense José. Quando a ideia ganhou força, ele conta que procurou logo o Sebrae. Aí soube que o principal era ter um ponto, pois ele seria a principal referência para o negócio. Mas não foi fácil. Quanto mais o tempo passava, mais ele se envolvia com o seu trabalho como empregado. ?Ia aprendendo sobre tudo?, lembra. Foi aí que, em 1999, tomou coragem e partiu para o sonho. Clandestino, com R$ 2.800 oriundos da venda de uma moto, negociou o aluguel de um ponto e investiu em mercadoria para a Hamburgueria Castelo Branco. ?Aí cadê os clientes? Em uma semana, vendi um sanduba. Perdi pão e os outros produtos. Mas não desisti?, lembrou.