Economia
Fundo projeta piora na taxa de desemprego do Brasil este ano
O FMI projeta uma piora da taxa de desemprego do Brasil, que deve terminar este ano em 5,5%, mas subir para 6,1% em 2015. A inflação deve ficar em 6,3% e 5,9%, respectivamente. Já o deficit da conta-corrente em relação ao PIB deve passar de 3,5% este ano para 3,6% no próximo. Em meio ao crescimento decepcionante do Brasil e outros países da América Latina, ainda persistem riscos de as taxas de expansão do PIB ficarem ainda piores do que o estimado. Um deles é uma rápida elevação dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), o que pode gerar estresse no mercado financeiro semelhante ao visto em meados de 2013. Um desaquecimento maior da China pode esfriar ainda mais a atividade em países exportadores para o país asiático. Por fim, uma alta dos preços do petróleo por conta da piora dos conflitos no Oriente Médio também pode ter efeito negativo na região. PESSIMISMO O ministro da Fazenda, Guido Mantega, considerou pessimista a previsão de crescimento de 0,3% para a economia brasileira neste ano FMI. Segundo ele, a recuperação da atividade econômica no segundo semestre levará o País a encerrar 2014 com crescimento maior. Para o ministro, as estimativas do FMI foram influenciadas pelo baixo crescimento da economia mundial, marcada pela lenta na recuperação nos Estados Unidos e pela manutenção do baixo crescimento na Europa. Ele acredita ainda que o fraco desempenho da economia no primeiro semestre interferiu na projeção.