Economia
Agricultores comemoram safra de fumo, depois de anos de seca
Craíbas ? Depois de dois anos de seca, que afetou a produtividade e a qualidade do fumo, os agricultores que se dedicam à cultura do tabaco comemoram a safra e o preço razoável do produto, que chega a R$ 12, o fumo curado desde o ano passado, que tem uma qualidade inferior a deste ano. ?A gente espera ganhar algum dinheiro este ano, porque, nos anos anteriores, depois de somar todos os gastos, não sobrou quase nada?, conta a agricultora, Elizete de Oliveira. A trabalhadora rural plantou, junto com a família, 15 tarefas de terra nas proximidades do povoado Folha Miúda, na zona rural de Craíbas, como ?meeira? em terras cujo proprietário mora em Arapiraca. Nesse regime, ela e a família plantam na terra fornecida pelo proprietário, eles dividem o custo de produção e, no final, os lucros também são divididos. Na última sexta-feira, por volta de 6h30 da manhã, Elizete de Oliveira estava sozinha, colhendo a ?soca?, folhas de fumo que não foram arrancadas na primeira colheita e que tem uma qualidade inferior. ?Estou aqui desde às 5h, sozinha mesmo. A soca não exige tanta pressa para arrancar, como na primeira colheita, então não precisa contratar trabalhador. É melhor para nós, porque sobra um pouco mais no final?, ponderou. Ela afirma que, como as chuvas chegaram no tempo certo, as folhas de tabaco in natura estão com qualidade superior que a de anos anteriores, fator que poderia melhorar o preço do fumo. ?Mas a chuva chegou para toda essa região aqui, então vai ter muito fumo de boa qualidade a partir de janeiro e pode ser que o preço não seja tão bom quanto a gente espera?, declarou, dizendo que, apesar de a região não ter sofrido com a seca, a pouca quantidade de chuvas na região sertaneja fez com que ela ficasse alerta. ?Plantei um pouco em março, no Dia de São José, para não perder a tradição. Mas só plantei mesmo depois que as primeiras chuvas começaram e, como só chovia aqui nessa região e no Sertão continuava tudo seco, sempre ficava em dúvida se ia chover de novo?, contou.