Economia
Desonera��o s� favoreceu patr�es
Brasília ? Adotada em 2011 como parte do arsenal do governo para combater os efeitos da crise mundial, a redução da tributação sobre a folha salarial de 56 setores parece ter sido benéfica para as empresas, mas nem tanto para os trabalhadores. É o que mostra estudo elaborado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco). Os dados apontam que o faturamento dos setores beneficiados cresceu, enquanto o número de empregos e a massa salarial permaneceram estacionados. Esse comportamento é verificado na indústria de transformação. No período de janeiro de 2011 a abril de 2014, o faturamento cresceu 17,1%. Já o rendimento teve evolução de 7,1% e o emprego, de 2,24%. ?Com certeza, as empresas estão se apropriando desse ganho?, disse o presidente do Sindifisco, Cláudio Damasceno. Os fiscais, categoria que ele representa, são contrários à desoneração, que tem fragilizado a arrecadação previdenciária, sem gerar a contrapartida esperada de maior crescimento econômico. LOCALIZADO ?O objetivo era trazer maior espaço para investimento das empresas?, comentou. ?Mas a verdade é que, se houve algum benefício econômico, foi tímido e localizado?. Ele ressalta que os setores beneficiados não contrataram mais pessoas. E, no momento, a economia brasileira registra dois trimestres consecutivos de queda no Produto Interno Bruto (PIB), o que caracteriza recessão técnica.