Economia
CULTIVO DA MANDIOCA RESISTE
Arapiraca ? Presentes à dieta dos nativos antes mesmo da chegada dos portugueses ao Brasil, a mandioca e a macaxeira nunca perderam espaço na cultura rural nordestina. A raiz é plantada na maioria das propriedades rurais, mesmo que em pequena quantidade e apenas para consumo familiar, e faz parte das refeições dos alagoanos, seja na forma de farinha seja de macaxeira cozida. No Agreste, a mandioca é uma das alternativas ? ao lado da horticultura ? ao plantio de fumo, que está em declínio desde a década passada. Entretanto, apesar de ser um produto de fácil comercialização, a mandioca e a macaxeira não têm relevante peso na geração de renda para os agricultores familiares, uma vez que a raiz, in natura, tem valor agregado praticamente nulo. Neste período do ano, a raiz é vendida nas feiras livres muitas vezes por menos de R$ 2 o quilo. O mercado de farinha, que tem um valor agregado um pouco mais alto, sofreu abalos nos últimos anos em decorrência da seca. Além da quebra da safra de mandioca, a estiagem prolongada atingiu também as finanças das famílias consumidoras de farinha, que acabaram deixando o produto de lado para comprar gêneros que garantem mais sustância nas refeições. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de mandioca deste ano, em todo o País, deve superar em 10% a safra do ano passado. Em Alagoas, no entanto, a estimativa de aumento da produção é menor que a média nacional. Conforme o Instituto, a safra deve ser acrescida de mais 12.395 toneladas este ano, que representa 5,6% a mais na produção em relação a 2013.