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Carne compromete 25% da cesta

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Secretaria Estadual de Planejamento (Seplande), mostra que o alagoano compromete R$ 67,05 (o equivalente a 25,18%) dos R$ 266,26 da cesta básica oficial para comprar os 4,5 quilos de carne considerados ideais para sua alimentação pessoal a cada mês. O porcentual de mais de um quarto do valor da ração, quando comparado ao salário mínimo de R$ 724,00, mostra que o trabalhador precisa de 20,37 horas mensais de labuta para mantê-la no cardápio familiar. O nutritivo alimento, reforça o levantamento, é o mais caro dos doze itens da cesta [veja gráfico na página A14]. Outra constatação da pesquisa: o comprometimento de 25,18% do valor da cesta, em relação aos 4,5 quilos de carne, é considerado tão elevado quanto o porcentual de 36,78% (R$ 266,26) do salário mínimo (R$ 724) necessários à aquisição dos doze itens que compõem a cesta. Os pesquisadores do órgão estadual também tinham constatado, naquele mês, elevação de 0,15% no valor do quilo da carne. Quando analisaram o acumulado dos últimos nove meses, observaram que o produto tinha subido 3,55%, mais de 23 vezes o porcentual pesquisado. A carne ganhou do leite (3,04% mais caro), mas perdeu do feijão (4,30%) e do arroz (4,87%) e do tomate, que registrou encarecimento de 12,58% , em nove meses. O cálculo do preço do fruto tomateiro é feito com base no valor médio de R$ 3,34 para cada um dos 12 quilos. Mesmo assim, a carne continua sendo produto de luxo. O trabalhador acostumado ao monitoramento de preços talvez nem tenha percebido que custo médio do produto caiu apenas R$ 1,17, entre agosto (R$ 67,05) e R$ julho (R$ 68,22), quando o quilo era adquirido por R$ 15,16. A variação do preço da carne em relação ao custo da cesta mostrou ainda que, em julho, o comprometimento era de 26,64% dos R$ 256,04 pagos pela cesta básica. Os doze itens custavam R$ 266, 26 no mês posterior, exigindo do cidadão 80,91 horas de trabalho para adquiri-los.

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