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Consumidor testemunha varia��o no pre�o da carne ao longo do ano

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Cliente de Jailton dos Santos, o comerciante Leonildo Silva confessa que compra carne toda semana, seja para alimento da família ou para churrasco no final de semana. ?Barata não está, mas ainda consigo comprar para alimentar a família?, explicou ele, que acabara de pagar R$ 40,00 pelos dois quilos de picanha. Cliente de Jailton desde a abertura do negócio, Leonildo é testemunha das constantes elevações no preço da carne. ?Já paguei menos de R$ 10,00 pelo quilo da carne de primeira?, recordou. À exceção do breve período de escassez financeira, sempre ingeriu o alimento duas vezes por dia. O comerciante gasta até R$ 600,00 por mês comprando carne. Isso porque alimenta não apenas a esposa e a filha, mas ainda dois de seus funcionários. ?A gente toma café da manhã com cuscuz e carne. Assim, temos energia suficiente para cuidar dos afazeres do dia?, argumenta. Leonilzo reconhece que o colega comercializa seus produtos a preço mais acessível, se comparados aos de outros estabelecimentos. Eis o motivo de sua fidelidade ao açougue. ?Em bairros mais nobres, a carne é a mesma, mas os preços são muito, muito mais elevados. Isso é fato?, reforça. Como não pode depender apendas da miúda clientela com elevado poder aquisitivo, o comerciante precisou de muita flexibilidade para manter as vendas destinadas ao público de baixa renda, incluindo os beneficiários do Bolsa Família. Estes compram mais carne, mas com um porém. ?Ao invés de pedir um ou dois quilos, compram R$ 3,00, R$ 4,00 ou R$ 10,00 de carne. O que o dinheiro der, levam. Quando não podem, compram fiado ou então substituem a carne por outro produto?, explica.

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