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Alta da gasolina eleva risco de infla��o maior

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São Paulo, SP ? O aceno de um reajuste no preço da gasolina e do diesel após a reunião de conselho da Petrobrás nesta terça-feira, 04, elevou o risco de estouro da meta de inflação estipulada pelo governo, cujo teto é de 6,5%. As previsões para o fechamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2014 já estão em torno de 6,4% sem um encarecimento nos combustíveis, segundo economistas consultados pela reportagem. Analistas afirmam que não há espaço para um aumento ainda este ano sem que comprometa a meta inflacionária, uma vez que outros fatores surpresa já ameaçam o arrefecimento do IPCA, como a alta do dólar e prejuízos da estiagem à produção de alimentos. Desde 2011 o governo não enfrentava risco tão grande de não cumprir a meta inflacionária. Naquele ano, o IPCA fechou no limite, aos 6,5%. A Tendências Consultoria Integrada prevê que a inflação acumulada em 12 meses permanecerá acima do teto da meta em outubro e novembro, aos 6,64% e 6,68%, respectivamente. Apenas em dezembro diminuirá para 6,40%. Mas, caso a gasolina seja reajustada em 5%, como tem sido especulado, o IPCA encerraria 2014 em 6,53%. ?As pressões inflacionárias não acomodam um reajuste sem comprometer o teto da meta?, alertou a economista Adriana Molinari, analista na Tendências.

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