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Infla��o oficial cai e fica em 0,42%

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Rio ? A surpresa com a inflação oficial de outubro, mais comportada do que o esperado, diminuiu as chances de um estouro do teto da meta do governo em 2014, apesar do reajuste da gasolina anunciado na quinta-feira, 6, pela Petrobras. O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 0,42%, veio abaixo das expectativas do mercado. Mas, a taxa acumulada em 12 meses permanece acima do limite de tolerância, aos 6,59%, informou ontem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Alimentos e transportes ainda subiram em outubro, mas menos do que em setembro, graças à menor intensidade nos reajustes das carnes e passagens aéreas. A avaliação de economistas é de que aumentou a probabilidade que o governo consiga respeitar a meta inflacionária, mas que os riscos persistem. Há sinais de novas pressões advindas da seca, por exemplo. ?A seca deve bater principalmente nos alimentos de ciclos mais curtos, como os in natura, que já contam com um período desfavorável?, avaliou o economista Bernard Gonin, da Bozano Investimentos. A inflação de novembro já prevê pressões tanto do aumento da gasolina quanto da energia elétrica e da alta do dólar, informou o IBGE. Cada 1% de repasse do reajuste anunciado pela Petrobrás de 3% no preço da gasolina nas refinarias às bombas implicará um adicional de 0,04 ponto porcentual ao IPCA, calculou a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

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