Economia
ALTA NA CONTA DE LUZ PESA NO OR�AMENTO DO CONSUMIDOR
Os meses de setembro e outubro passaram e quem esperava ver o valor das faturas emitidas pela Eletrobras Distribuição Alagoas diminuir com o passar do tempo se frustrou. Desde o fim de agosto, o consumidor alagoano está pagando mais caro pela energia elétrica e o reflexo desse aumento de tarifa é sentido diretamente no bolso: da dona de casa, do comerciante e dos administradores de indústrias. O reajuste médio para o estado de Alagoas, autorizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi de 32,36%, atingindo um milhão de unidades consumidoras. Na época do aumento, a justificativa dada pela distribuidora foi de que o aumento ocorreu devido ao impacto da estiagem, que provocou o aumento do custo da geração da energia, em função da necessidade de despacho de usinas térmicas a óleo e a gás, Os segmentos comercial e industrial sofreram o reajuste de 37,08%. Para o presidente da Associação das Empresas do Distrito Industrial (Adedi), Gilvan Leite, o aumento foi altamente prejudicial às indústrias alagoana. ?O setor produtivo foi quem mais sofreu com o reajuste. É uma penalização imensa e quem vai acabar pagando a conta é o cliente, porque não há como a empresa absorver totalmente os o prejuízo, senão vai acabar quebrando?, explicou. Gilvan Leite é dono de uma empresa de plásticos do distrito e reclama com propriedade. Além do aumento na fatura, a qualidade do serviço também é questionada. ?Estamos arcando com o alto custo da energia elétrica e ainda temos que nos contentar com a péssima qualidade da energia. No Distrito Industrial, as quedas de energia são constantes e demoram horas para serem resolvidas?, afirmou Leite.