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SAL�RIO EXTRA DESPEJA R$ 1,2 BI EM ALAGOAS

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O somatório do 13º salário dos 510 mil trabalhadores com contrato formal e dos 490 mil beneficiários da Previdência Social deve atingir a cifra de R$ 1,2 bilhões, em Alagoas, de acordo com dados do Ministério do Trabalho. A cifra, que deve estar na conta de um milhão de trabalhadores até 20 de dezembro, representa 3% do Produto Interno Bruto (PIB) de Alagoas, de aproximadamente R$ 30 bilhões. A injeção de tamanha quantidade de dinheiro movimenta o cenário econômico local porque dobra a renda disponível dos assalariados. Estes aproveitam o rendimento extra para comprar produtos variados, muitos dos quais supérfluos ou então honrar antigos débitos no comércio estadual. A renda média de quem tem contrato de trabalho em Alagoas, seja celetista ou funcionário público (estatutário), é de R$ 1,6 mil, o que significa 820 milhões de reais mensais em salários. A média de pagamentos da Previdência é menor: R$ 760,00, o que implica em R$ 370 milhões pagos pelo INSS. O salário médio do alagoano, de acordo com dados de órgãos oficiais, é R$ 100,00 inferior à média nordestina, de R$ 1.700,00. Quanto comparado à média nacional, de R$ 2.100,00, observa-se diferença de 30%. Embora seja considerada baixa, a renda contribui para dinamizar o comércio estadual, neste final de ano. CARTEIRA ASSINADA Prova das expectativas do setor comercial é o número de assalariados com carteira assinada, que subiu 70% na última década: de 300 mil para 510 mil. Foram 200 mil novos contratos acrescidos ao mercado de trabalho. Houve crescimento semelhante na Previdência Social: de 200 mil para 290 mil. Reflexo de uma economia cada vez mais urbanizada, os setores de comércio e de serviços são, atualmente, os maiores empregadores formais de Alagoas, com 210 mil assalariados com carteira assinada. O segmento ultrapassou, há uma década, o número de funcionários públicos, hoje em 155 mil. Os trabalhadores na indústria de transformação, incluindo os do setor sucroalcooleiro, somam 92 mil assalariados. Um setor que cresceu acima da média nesta última década foi o da construção civil, que triplicou o número de carteiras assinadas, saltando de 10 para 35 mil trabalhadores formais.

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