Economia
PERDA COM ETANOL SOMA R$ 6 BI
Protagonista de uma crise que já se prolonga por pelo menos sete anos e que resultou no fechamento de 82 indústrias em todo o País ? cinco delas em Alagoas ?, o setor sucroalcooleiro assiste à diminuição gradual da produção que atinge principalmente o álcool. Na estimativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o represamento do preço da gasolina pelo governo e a falta de uma política clara que viabilize a produção de etanol impossibilitarão que até 10 agroindústrias iniciem a moagem da cana a partir do início da próxima safra, em meados de abril de 2015. Em Alagoas, a produção de etanol da atual safra (2014/2015) deve atingir, até março vindouro, os 550.000 m³, volume 67.000 m³ acima do volume comercializado na safra passada (2013/2014), 483.000 m³, de acordo com o Sindicado da Indústria do Açúcar e do Álcool (Sindaçúcar/AL). Os 550 mil m³ previstos para a próxima safra correspondem a 61% da capacidade instalada para fabrico de até 900 mil m³ de etanol. Se operasse com capacidade máxima, as destilarias alagoanas despejariam no mercado 61% a mais do produto extraído dos canaviais. A ?redução significativa?, explica o empresariado, é decorrente também da seca que se abateu sobre os 350 mil hectares com plantação de cana-de-açúcar, em todo o estado, e ainda da quebradeira e até falência de algumas unidades industriais, refletindo inclusive na drástica redução da participação do setor sucroalcooleiro no recolhimento de ICMS. Uma década atrás, o estado tinha 25 usinas em atividade. Destas, 20 ainda funcionam, mas apenas 18 estão em funcionamento na atual safra. A queda em 28% no número de fábricas ajuda a explicar o prognóstico de redução de 58,76% no fabrico de etanol, em relação ao auge da produção de 936.106 m³, na safra 1986/87.