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ETANOL N�O � COMPETITIVO

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O preço do álcool hidratado varia bastante de um estado para outro, mas, em Alagoas, sofre tributação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) de 27%, a maior do Brasil. Seu preço final, atualmente na média de R$ 2,51, em Maceió, é resultado da adição de outros impostos e dos custos da empresa revendedora. Comparado à gasolina (R$ 3,076), a diferença do valor médio (R$ 2,51) é pequena, de R$ 0,51, de acordo coma a Agência Nacional de Petróleo (ANP), que registrou elevação dos preços em 17 estados e no Distrito Federal, de 9 e 15 deste mês. O maior preço na capital é de R$ 2,69, R$ 0,64 acima do menor preço praticado pelas distribuidoras, R$ 2,05. Para ser viável ao bolso do consumidor, o litro de álcool (R$2,51) deveria custar até 70% (R$ 2,14) do preço da gasolina (R$ 3,07). ?O valor acima da média não tem afetado as vendas de carros com motor flex. Veículo movido só a gasolina não é tão valorizado. Mesmo que não compre o combustível, o consumidor exige tecnologia flexível?, observa Fabrício Pierre, supervisor de vendas da Blumare. Para a direção do Sindaçúcar, os motoristas não abastecem seus veículos com etanol em ?decorrência natural da política equivocada do governo federal nos últimos anos?. No âmbito local, o preço cairia se houvesse redução do ICMS. Para tal, seria necessário substituí-lo por outra fonte de receita. São Paulo cobra 12% sobre a venda de álcool, mas compensa a ?reduzida? arrecadação com outras fontes de recolhimento do tributo, num cenário econômico muito mais robusto do que o alagoano.

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