Economia
Juro m�dio do Pa�s atinge 32,8% ao ano
Brasília, DF ? Mesmo antes da alta em outubro da taxa básica de juros, a Selic, fazer efeito, o consumidor passou a pagar mais caro por empréstimos no mês passado. O vilão foi o cheque especial, que, apesar de representar uma fatia pequena do total de crédito, influenciou o resultado global por ter juro muito elevado. A tendência para os próximos meses é de mais encarecimento dos financiamentos, ainda que o nível de calote esteja nas mínimas históricas. ?O que se espera de reação da taxa básica no canal de crédito é a elevação das taxas ativas. É um processo lógico?, afirmou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel. Em outubro, de forma inesperada, a instituição elevou a Selic de 11% para 11,25% ao ano e novos acréscimos são aguardados pelo mercado financeiro nos próximos meses. De acordo com dados apresentados ontem, pelo BC, a taxa de juros média do País em outubro foi de 32,8% ao ano, a mais elevada dos últimos dois anos. No cheque especial, que representa aproximadamente 3% do mercado total, a cobrança média anual estava em 187,8% no mês passado, a maior desde 1999. ?É modalidade de custo elevado, portanto deve ser usada com bastante parcimônia e em momentos específicos?, aconselhou Maciel. Para os consumidores, apenas cinco das 11 linhas seguidas pelo BC apresentaram recuo em outubro. A maior alta foi registrada pelo crédito pessoal não consignado, que subiu 7,3 pontos porcentuais, quase o dobro do cheque especial, que se elevou em 4,5 de setembro para outubro, atingindo a marca de 103,6%.