Economia
Governo precisa de superavit de R$ 21,7 bi para cumprir meta
Brasília, DF ? Depois de cinco meses consecutivos registrando deficit primário, as contas do governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) fecharam no azul em outubro, com um saldo de R$ 4,1 bilhões. O resultado, no entanto, é o mais baixo para o mês desde 2002. No acumulado do ano, o governo central registra deficit de R$ 11,6 bilhões, o que significa que terá que fazer um superavit primário de R$ 21,7 bilhões em novembro e dezembro para cumprir a meta de R$ 10,1 bilhões, estabelecida no último relatório de avaliação de receitas e despesas divulgado na semana passada. Apesar do fraco desempenho da arrecadação e da revisão para baixo das estimativas de receitas com dividendos e concessões, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que a meta deve ser cumprida considerando que o saldo está positivo em R$ 31,9 bilhões no acumulado dos último 12 meses. Ele informou que a previsão de ingresso de dividendos das empresas estatais em 2014 caiu de R$ 25,4 bilhões para R$ 18,539 bilhões e a estimativa de receitas com concessões foi reduzida de R$ 15,4 bilhões para R$ 7,2 bilhões. O governo considerou ainda o ingresso de R$ 2 bilhões referentes à cessão onerosa para a Petrobras de quatro áreas de exploração do pré-sal. O TCU, no entanto, proibiu a assinatura do contrato. Além disso, o governo não sabe se usará os recursos do Fundo Soberano do Brasil (FSB), apesar de ter incluído essa previsão do último relatório de avaliação de receitas e despesas. ?É uma decisão que ainda vamos tomar?, disse. O governo prevê usar R$ 3,5 bilhões do FSB com a venda de ações do Banco do Brasil que estão na carteira do fundo.