Economia
Mapa aponta falta de ferrovias e hidrovias no Pa�s
Rio ? A distribuição de ferrovias e hidrovias é bem reduzida no País, com potencial muito pouco explorado, avaliou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou na terça-feira, 25, o mapa mural ?Logística dos Transportes no Brasil?. O modal rodoviário predomina no território brasileiro, com concentração maior na Região Centro-Sul, especialmente no Estado de São Paulo. ?Existe um baixo investimento ao longo da história em ferrovias e hidrovias. Na exportação de commodities, seria ideal o uso de ferrovias para o escoamento dessa produção. Já é usado, mas ainda falta investimento. Houve avanço nos últimos anos, mas está aquém do que poderia ser utilizado?, concluiu André Assumpção, geógrafo do IBGE. De acordo com a Confederação Nacional de Transportes (CNT), 61,1% de toda a carga transportada no Brasil em 2009 usou o modal rodoviário, enquanto 21% passaram por ferrovias, outros 14% pelas hidrovias e terminais portuários fluviais e marítimos e apenas 0,4% por via aérea. A exceção é apenas a região amazônica, onde se destaca o transporte por vias fluviais por causa da densa rede hidrográfica natural. ?No Norte já existem as condições naturais para uso de hidrovias, mas não são bem aproveitadas como deveriam?, apontou Assumpção. No mapa, é possível observar os ?vazios logísticos?, onde a rede de transporte é mais escassa: no interior do Nordeste; na região do Pantanal (com exceção da área de influência da hidrovia do Paraguai); e no interior da floresta amazônica (exceto no entorno das hidrovias Solimões-Amazonas e do Madeira).