Economia
D�vidas sobre pol�tica cambial pressionam d�lar
Brasília, DF ? A disparada do dólar observada desde que o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, sinalizou a possibilidade de encerrar o programa de swaps no fim deste ano se sustentou nesta semana, ainda que a cotação tenha sido influenciada também por outras variáveis internas e externas. O programa, que funciona como operações similares à venda de dólares diária, serve para dar proteção aos agentes econômicos e teve início em agosto de 2013. Mesmo que algum novo repique possa ser verificado com uma oficialização do fim da ?ração diária?, o fato é que a moeda saiu da casa dos R$ 2,50 e agora gravita próxima de R$ 2,60. Ao mesmo tempo, o anúncio dos principais nomes da equipe econômica de Dilma Rousseff no fim de novembro acalmou o mercado em um primeiro momento, mas está longe de ter eliminado a pressão. Passada uma semana da indicação de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda e da permanência de Tombini no BC, as dúvidas dos investidores sobre a política cambial para 2015 mantêm a oscilação - leia-se ?nervosismo? - em alta nos negócios com dólar. ?O mercado de dólar está muito volátil. Você olha o gráfico todo dia e o porcentual entre a mínima e a máxima da moeda é sempre maior do que 1%?, destacou o gerente de câmbio da Correparti Corretora, João Paulo de Gracia Corrêa. ?Há muitas dúvidas sobre o que será feito na área fiscal, sobre a questão da Lei de Diretrizes Orçamentárias e sobre o futuro do programa de swaps ?