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Economia

Falta m�o de obra especializada

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O mercado de trabalho alagoano vive um paradoxo. De um lado, o desemprego infla o mercado informal (quando não acelera o índice de violência). De outro, as empresas penam com a falta de mão de obra qualificada. Setores da indústria, do comércio e de serviços não conseguem preencher os postos de trabalho, enquanto uma multidão de trabalhadores vaga em busca de uma assinatura na carteira profissional. Entre o mel e a cabaça, está o gargalo da qualificação especializada, quase sempre tampado pela falta de educação formal. Sem ela, nem a oportunidade aparece, nem a vaga é preenchida: não se produz o mel nem a cabaça. Em Alagoas, a força de trabalho inclui mais de 1,3 milhão de pessoas. Desses, apenas 510 mil têm contrato de trabalho. Os outros 800 mil (cerca de 61%) foram empurrados para o mercado informal ou estão desocupados. O economista Cícero Péricles destaca que é importante classificar como desempregado aquele que precisa, procura e não encontra trabalho. Para o professor e pesquisador da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), existe um drama do desemprego em Alagoas que se baseia em três cenários. O primeiro deles é o predomínio da economia informal, com os trabalhadores que não são formalmente empregados, mas trabalham em atividades como biscateiros, agricultura familiar, camelôs e várias outras. O segundo ponto citado por Péricles: existe uma parte grande de desempregados com um problema grave de desocupação por dificuldade de acesso à qualificação exigida pelo mercado. É o caso de trabalhadores com mais de 40 anos, que não tiveram educação formal e, a partir daí, encontram dificuldade de acesso à qualificação exigida pelo mercado. O terceiro cenário desse ?drama do desemprego? é a falta de polos dinâmicos da economia, o que forçaria a pressão por mão de obra e, consequentemente, pela formação e qualificação profissional.

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