Economia
Varejo reduz estimativa de crescimento
São Paulo, SP ? Enquanto a indústria de materiais de construção sente a retração da demanda e pesquisas com consumidores confirmam a diminuição da fatia dos que planejam reformar a casa, a associação do setor varejista afirma que não houve queda nas vendas, mas diz que já reduziu a estimativa de crescimento para este ano. ?Não percebemos a retração?, diz Claudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Segundo ele, a Copa e as eleições atrapalharam bastante as vendas porque houve menor número de dias úteis. Com isso, Conz conta que a projeção inicial era que as vendas tivessem expansão de 6,5% neste ano, mas a estimativa recuou para 3%. Com a expectativa de que a inflação feche o ano na casa de 6,5%, um crescimento de 3% no faturamento significa, na prática, uma queda. Jorge Letra, diretor-geral da Dicico, rede com 58 lojas no Estado de São Paulo, diz que a expectativa inicial da rede era ampliar em 20% o faturamento este ano, mas a projeção foi reduzida para 5%. Mas, com um inflação na casa de 6%, pode ocorrer um empate técnico ou queda de 1%, prevê. ?Com a Copa e crise de confiança, será o nosso pior ano dos últimos cinco.? Em 2014, a rede registrou queda nas vendas de itens básicos, como cimento, portas e janelas, na casa de 10%. Já em produtos de maior valor, caso do porcelanato, houve crescimento de 20%. Letra atribui essa retração ao consumo de pequenas construtoras ou mesmo profissionais que constroem moradias para vender ou alugar e compram materiais na sua rede. ?Eles representam entre 15% e 20% do nosso faturamento e têm um tíquete médio maior.?