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Microcr�dito engatinha no Brasil

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Brasília, DF ? O microcrédito ainda tem participação pequena nos empréstimos no país e está concentrado em três bancos estatais. É o que mostra estudo do Banco Central feito quase dez anos após o lançamento do programa de incentivo a essa linha de crédito. Os dados apontam que se trata de um crédito com inadimplência reduzida, apesar de a maior parte dos beneficiários ter baixa renda e usar uma parcela maior de seus ganhos para quitar dívidas. O estudo do BC usa dados de dezembro de 2013, quando o estoque da modalidade somava R$ 5,3 bilhões, ou 0,2% do crédito bancário então. O dado mais novo do BC, de outubro de 2014, mostra que o saldo não mudou, e a participação recuou a 0,18%. O índice é inferior ao de América Latina e Caribe (1,8% do total de empréstimos, segundo o Banco Interamericano de Desenvolvimento ? na Bolívia, chega a 24%). Em termos absolutos, o estoque brasileiro é superado por Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Peru e México. Apesar da estabilidade recente no saldo, o microcrédito cresceu nos últimos anos a taxas superiores às do crédito geral e dobrou a participação desde 2008. O aumento, porém, deu-se em cima de uma base pequena e ganhou força pelo fortalecimento dos bancos públicos no período. Cerca de 90% das operações se concentram em Banco do Brasil, Caixa e Banco do Nordeste. ?O que é explicado, em parte, por se tratar de política pública em torno de um produto complexo e de margem baixa?, diz o estudo ?Panorama do Microcrédito?. A maior parte dos bancos não aplica o mínimo exigido por lei, sendo punida com retenção de recursos no BC. O estudo ainda cita a ?tímida? participação das cooperativas e das sociedades de crédito ao microempreendedor.

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