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Economia

O ano come�a com mais aumentos para o alagoano

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Se não bastarem os aumentos determinados pelo governo federal, como o reajuste das tarifas de energia elétrica, água e combustíveis, o trabalhador terá ainda que enfrentar neste início de ano os novos preços de material escolar, o pagamento da Taxa de Iluminação Pública (TIP), do IPVA e do IPTU e tantos outros tributos que parecem monstros a engolir seu defasado salário. Os impostos vêm com seus valores alterados, naturalmente, para cima. A análise feita por economistas indicam que 2003 é um ano em que a população enfrentará muitas dificuldades financeiras. E a saída será restringir o consumo não apenas dos ditos supérfluos, mas de todo produto cujo preço esteja fora de seu orçamento ou mesmo de suas possibilidades. No caso dos impostos, é quase impossível escapar. Além da criação de novos tributos, como a TIP, a surpresa, desagradável, é o reajuste que os municípios aplicarão no Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Em Maceió o aumento é de 8%. Imposto de Renda No âmbito federal, é provável que o governo mantenha a alíquota máxima do Imposto de Renda, que continuará em 27,5%, quando a previsão era de que esse percentual voltaria a 25%. Mas a onda negativa não pára por aí. As escolas particulares devem impor aos pais um aumento médio de 15% no valor das mensalidades. Em 2003, está previsto um aumento de 30,3% na tarifa de energia elétrica, que o trabalhador pode enfrentar, desde que esteja disposto a se impor mais sacrifícios. É só reduzir o consumo, aposentando o chuveiro elétrico e o condicionador de ar, mantendo apagadas as lâmpadas das áreas da casa onde não há movimento, ligando televisão em horários previamente determinados, etc. São medidas que o consumidor já conhece, e que podem voltar não apenas para economizar dinheiro, mas para acostumar-se ao ?apagão? cujo fantasma continua próximo. ?Será um ano difícil. Há pouco que possamos fazer?- avalia o economista alagoano Adelmo Mota Mendonça, adiantando que a população terá mesmo que se impor sérias restrições para enfrentar os reajustes já anunciados. Ele critica o poder público por não oferecer condições para o trabalhador ter menos problemas em fases de dificuldades como a atual. Preços Adelmo Mendonça cita como exemplo o transporte coletivo, que poderia ser uma saída para enfrentar os freqüentes aumentos nos preços dos combustíveis. ?Infelizmente não é fácil deixar o carro em casa e usar o ônibus, diante dos riscos que se corre como chegar atrasado, não sentar, acotovelar-se com dezenas de usuários?- ilustra. A escola pública seria um instrumento na luta contra o reajuste no preço da mensalidade nos colégios particulares. Entretanto, reclama o economista alagoano, a rede pública não está ainda preparada para competir com a rede privada. ?O ensino público continua carente de investimento, por isso para garantir a seus filhos a qualidade exigida pelo mercado de trabalho, a população fica sem reação diante do aumento imposto pelos colégios particulares?- completa Mota Mendonça. A análise do economista é que, se não têm como evitar os aumentos, a população deve exigir melhor aplicação dos recursos arrecadados pela União, pelo Estado e pelos municípios.

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