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Acaba imposto que pune milion�rio

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Paris ? Uma das decisões mais polêmicas do presidente socialista da França, François Hollande, chega ao fim esta semana: o imposto de 75% sobre a parte dos salários superior a ? 1 milhão por ano. A decisão entrou em vigor em 1º de janeiro de 2013 e tinha validade de dois anos. Nos 24 meses de vigência, foram arrecadados ? 260 milhões em 2014 (relativos a 2013) e ? 160 milhões em 2015 (relativos a 2014). O valor é simbólico comparado aos ? 70 bilhões arrecadados todos os anos pelo Imposto de Renda. O imposto foi anunciado ainda na campanha eleitoral de 2012 por Hollande, então candidato do Partido Socialista (PS), em um discurso no qual ele se apresentou aos eleitores como ?inimigo? do mundo das finanças. O golpe de marketing político surtiu efeito e ajudou a catapultar a campanha à vitória contra o então presidente, Nicolas Sarkozy, criticado por ser próximo demais dos líderes empresariais do país, com os quais manteria uma relação simbiótica. Hollande prometera o imposto como ?uma contribuição excepcional de solidariedade? para com os franceses, que sofriam o impacto da crise econômica que ocorria em toda a União Europeia. Era, dizia o candidato, um sinal sobre quem também deveria pagar pela turbulência, que elevou o desemprego de 7% ao nível de 11%. Pelo texto original, a partir dos salários acima de ? 1 milhão por ano seria sujeita ao imposto de 75% durante dois anos. Ao apresentar a medida à Assembleia Nacional, porém, Hollande já sofria intensas críticas. Para o Movimento das Empresas da França (Medef), o imposto era ?ineficaz e perigoso?. Já para o partido Frente de Esquerda (FG), tratava-se de uma farsa, e não de uma taxa eficiente sobre o capital.

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