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Economia

Governo encara problemas fiscais

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São Paulo ? O governo terá pouco espaço para estimular a economia em 2015, segundo economistas. No primeiro ano do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, a equipe econômica terá de lidar com uma série de desequilíbrios, que passam por problemas fiscais, inflação pressionada e baixo crescimento. Os números previstos pelos analistas justificam tal pessimismo com o cenário futuro. Pela projeção dos economistas consultados pelo relatório Focus, do Banco Central, o Produto Interno Bruto (PIB) deverá crescer menos de 1%, e o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará próximo do teto da meta estabelecido pelo governo, de 6,5%. A nova equipe econômica não poderá contar nem com a política fiscal nem com a monetária para estimular a economia e tentar aumentar o crescimento. ?A tendência das políticas públicas vai no sentido de desestimular a economia?, diz Armando Castelar, coordenador de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas. Na política fiscal, por exemplo, espera-se um ajuste, que pode vir com aumento dos impostos ou redução de gastos. Quando foi apresentado, o futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sinalizou uma política fiscal mais conservadora. Levy prometeu um superávit primário de 1,2% do PIB para 2015. ?Grande parte do ajuste fiscal vai ocorrer com o aumento de tributação?, afirma Juan Jensen, economista e sócio da Tendências Consultoria Integrada. ?Tudo indica que o governo vai fazer um ajuste gradual.?

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