Economia
Varejo planeja investir para recuperar vendas
São Paulo, SP ? O ano que começa vem cercado de perspectivas nada animadoras para o desempenho da economia brasileira. Mas, ao contrário do esperado, o varejo promete não pisar no freio em 2015. Para evitar que a concorrência ganhe espaço, os lojistas pretendem aumentar os investimentos, ainda que de forma tímida. Pesquisa feita pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), a pedido do jornal O Estado de S. Paulo, mostra que 48% da companhias querem ampliar em 16%, em média, os investimentos em 2015, enquanto 21% pretendem diminuir 14%, em média. O saldo entre os que planejam avançar e recuar é de um acréscimo de 4,7% no volume total de investimentos, que abrangem gastos com estoques, abertura de lojas, ampliação da área de vendas e contratações de trabalhadores. Apesar de positivo, esse resultado é bem menor do que há cinco anos, última vez que a entidade realizou essa pesquisa para o jornal. Na virada de 2009 para 2010, quando a economia já tinha depurado os efeitos da crise financeira global, a mesma pesquisa apontou que 97% das varejistas planejavam investir, e a expansão dos desembolsos seria de 7,5%. ?O fato de quase a metade querer investir no ano que vem foi uma surpresa positiva?, afirma o assessor econômico da Fecomércio-SP, Fábio Pina, responsável pela enquete que consultou 100 varejistas da capital paulista de todos os portes, na primeira semana deste mês. O volume de vendas do varejo restrito, que não inclui materiais de construção e veículos, deve crescer 3,1% em 2014, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). ?Será o pior resultado desde 2003, quando houve queda de 3,7% no volume de vendas em relação ao ano anterior?, diz o economista da CNC, Fabio Bentes.