Economia
Alagoas tem pouca infraestrutura
A pouca infraestrutura logística para transporte de cargas e pessoas em Alagoas, onde tudo e todos circulam essencialmente pelas vias terrestres, contrasta com o cenário de crescimento e avanço da estrutura de transporte em todo o Brasil, de acordo com mapa Logística e Transportes no Brasil. Trata-se de uma realidade que contribui para o atraso do desenvolvimento do Estado. O documento do Ministério dos Transportes mostra como as rodovias, ferrovias, hidrovias, aeroportos e portos, além de outros equipamentos associados ao setor logístico, contribuem para o progresso social e econômico de pequenas, médias e grandes cidades de todas as regiões brasileiras. A partir do entendimento da logística dos transportes de cargas e de pessoas enquanto dimensões estruturantes da rede urbana brasileira e das conexões intrarregionais que articulam o território nacional, o detalhado trabalho visa contribuir para a análise e construção de uma nova geografia do país. Ao permitir uma visualização integrada dos diferentes modais da atual estrutura de transporte, o mapa também escancara a desconexão da distribuição logística. Dois exemplos: inexistência do transporte ferroviário de cargas a capital e o interior e concentração do sistema de transporte aéreo na capital. Embora Maceió, centro econômico do Estado, esteja conectada por meio de ferrovias a Arapiraca, metrópole da região Agreste, não há circulação de trem entre os dois pontos, levando cargas ou então passageiros. Também não há movimentação de locomotivas até União dos Palmares e de lá até Pernambuco. O sistema só não caiu na inutilidade porque a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) transporta passageiros num trecho de 33 quilômetros entre o centro de Maceió e a cidade de Rio Largo. O mesmo serviço deveria ter sido ofertado à população de Arapiraca, mas o projeto não prosperou.