Economia
Bolsa vol�til exigir� cautela do investidor
São Paulo - Investir em ações de empresas brasileiras será uma árdua tarefa em 2015. O preço dos ativos continuará volátil, em meio a um cenário doméstico de baixo crescimento, incertezas sobre a política econômica e juros em alta. As instabilidades no mercado externo também prometem exercer forte influência sobre o preço dos papéis. Entre os fatores de risco estão a crise na Rússia, a mudança de política monetária nos Estados Unidos e a queda no preço das commodities. ?Entramos em 2015 um pouco melhor do que em 2014, mas ainda temos um mundo hostil ao Brasil?, afirma o economista-chefe da corretora TOV, Pedro Paulo Silveira. Ele destaca as eleições e a Copa como ingredientes de grande instabilidade em 2014. Após oscilar entre os extremos de 44 mil e 61 mil pontos, o Ibovespa fechou o ano com desvalorização de 3%. Em dezembro, o tombo foi ainda maior, de quase 9%. ?A volatilidade continuará alta?, alerta Silveira. Neste contexto, os setores preferidos das corretoras são o financeiro e o exportador. Além das empresas que pagam bons dividendos, consideradas defensivas em meio à piora macroeconômica do País. ?Os bancos não vão ganhar tanto dinheiro quanto se o Brasil estivesse crescendo, mas vão se beneficiar da alta dos juros?, explica o economista e presidente da Magliano Corretora, Raymundo Magliano Neto. As ações de Bradesco, Itaú, Cielo e Cetip estão entre as recomendações para o setor. Outros ativos que podem ter bom desempenho são as empresas exportadoras ou com operações internacionais diversificadas.