Economia
Incertezas marcam economia local
O ano de 2014 se foi e não deixou boas lembranças para a economia brasileira. O crescimento tão esperado foi insignificante e, no efeito dominó, segmentos como a indústria e o comércio de Alagoas não tiveram razões para comemorar diante de um ano cheio de dificuldades. Para Olinto Ozório, presidente da Aliança Comercial de Maceió, o ano passado não foi um bom ano para quem vive do ramo. ?O comércio é o reflexo fiel da situação econômica do País. Em 2014, não vimos a economia brasileira crescer e, consequentemente, o fluxo no comércio não foi como o esperado. Os lojistas passaram todo o ano na expectativa de melhora, mas o lucro com as vendas não foi animador?, afirmou Ozório. Nem mesmo o mês de dezembro, tão aguardado pelos lojistas por conta do lucro gerado com as comprinhas de fim de ano, conseguiu salvar o ano de 2014. Segundo o presidente da Aliança Comercial, os comerciantes de Maceió viram o mês dos tradicionais presentes natalinos e das compras de réveillon terminar, gerando um lucro menor do que o mesmo período de 2013. O lojista que conseguiu obter o mesmo faturamento de 2013, se deu por satisfeito, porque a maioria não teve a mesma sorte. Na última terça-feira (6), a insatisfação do setor foi comprovada pela divulgação do Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec), que fechou 2014 com queda de 13,4% na comparação com dezembro de 2013, marcando o maior recuo anual do indicador desde sua criação, em 2011. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é a responsável pela divulgação dos dados. Com o início do novo ano, a insegurança é o sentimento compartilhado pelos comerciantes alagoanos, que não sabem o que esperar daqui pra frente.