Economia
IPCA fecha 2002 em 12,5% e estoura meta da infla��o
Rio - A inflação medida pelo IPCA atingiu 12,53% em 2002, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Foi a maior alta de preços desde 1995, quando o índice chegou a 22,41%. A inflação estourou a meta máxima acertada com o FMI (Fundo Monetário Internacional), de 11%. No entanto, seu descumprimento não impede o governo brasileiro de continuar sacando novas parcelas do empréstimo acertado com o Fundo, de mais de US$ 30 bilhões. O governo deverá apenas explicar ao FMI o motivo do estouro da meta - no caso, a alta do dólar - e ouvirá os conselhos do organismo sobre medidas a serem tomadas para baixar a inflação. No ano passado, o ex-ministro Pedro Malan (Fazenda) já havia negociado com o FMI a elevação do teto da meta de 9% para 11%. No entanto, como mesmo essa revisão não foi suficiente para que enquadrar a inflação na meta, o novo governo deverá dar novas explicações. A subida do dólar no ano passado foi o principal causador da elevação da inflação. Em 2001, a taxa foi de 7,67%. O efeito cambial sobre os preços ocorreu de forma mais evidente a partir de junho, especialmente sobre os alimentos, que subiram 19,47%. Dezembro A inflação medida pelo IPCA teve, em dezembro, uma redução significativa com relação a novembro, passando de 3,02% para 2,10%, afirma a gerente do Sistema de Índice de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos. A desaceleração foi causada principalmente pela queda do dólar. A inflação de janeiro medida pelo IPCA deve refletir positivamente a manutenção da queda do dólar, mas ainda carregar o repasse de alguns reajustes de preços realizados no fim do ano passado, segundo Eulina. Em 29 de dezembro, por exemplo, foram concedidos aumentos de 12,8% para a gasolina e de 7,12% para o gás de cozinha.