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Infla��o acumulada do Plano Real chega a 137,93%

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Rio - Nos oito anos e meio desde a implantação do Plano Real, em julho em 1994, a inflação bateu 137,93%, segundo o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entre as maiores altas, estão as tarifas e preços administrados, que subiram na média bem acima da inflação medida pelo IPCA. O maior percentual de inflação ocorreu com o gás de cozinha, cuja alta foi de 541%. A telefonia fixa e a energia elétrica, setores submetidos a processos de privatização durante a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, subiram 433,37% e 255,91%, respectivamente. Só a telefonia fixa, por exemplo, subiu 124% acima da inflação do período. Entre os principais responsáveis para a disparada do índice estão as tarifas de telefonia, luz, transportes e habitação. De acordo com levantamento feito pelo IBGE, as tarifas de luz subiram 255,91%; já os preços da telefonia fixa tiveram alta de 433,37% no período - bem acima da inflação medida pelo IPCA. Cálculos Nos cálculos da gerente do Sistema de Índice de Preços (SNIPC) do IBGE, Eulina dos Santos Nunes, os preços da telefonia fixa subiram 124% a mais que a inflação acumulada no período. ?Antes da privatização, o governo segurava os preços das tarifas para conter a inflação?, explica Eulina. A partir das transferência desses serviços para a iniciativa privada, este artifício não foi mais possível. O aumento das tarifas de telefonia fixa fizeram com que o grupo Comunicação tivesse a maior alta desde o lançamento do real, de 428,86%. Em seguida, aparecem Habitação (301,54%), puxada pelo preços dos aluguéis, que subiram 385,54%; e Transportes (168,26%), puxado pela alta da gasolina, que chegou a 259,68%. Os alimentos, que têm o maior peso no consumo dos brasileiros, subiram 105,84%, abaixo do IPCA acumulado no Plano Real até dezembro de 2002. Os alimentos, muito suscetíveis à alta do dólar, subiram bem mais nos anos de maior desvalorização do real. Em 1999, ano da maxidesvalorização, os alimentos atingiram alta de 8,14% em seus preços. No ano seguinte, variaram 3,20%. Mas em 2001, a subida foi de 9,63%. Em 2002, com o aumento do dólar durante boa parte do ano (de maio a novembro), a alta chegou a 19,47%. Entre as nove regiões metropolitanas e duas capitais pesquisadas, o Rio de Janeiro foi a área que registrou a maior inflação acumulada, de 148,96%. A menor taxa foi apurada em Fortaleza, com inflação de 123,20%.

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