Economia
Desempenho de Alagoas � o terceiro pior do Brasil
Consequência da situação difícil por que passa o setor sucroalcooleiro alagoano ? historicamente responsável por considerável parcela do número de empregos formais no Estado ?, a criação de postos de trabalho com carteira assinada em Alagoas encerrou 2014 com o terceiro pior desempenho do País, segundo os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na sexta-feira, 23. De acordo com os números, no ano passado Alagoas fechou 3.337 empregos com carteira assinada (a diferença entre as admissões e demissões do período). O número representa um decréscimo de 0,91%. Somente Pernambuco (com o fechamento de 13.793 postos) e Amazonas (com menos 6.027 vagas) foram piores que o nosso estado em 2014. O setor de atividades que mais contribuíram para o resultado alagoano foi a Indústria de Transformação (onde se encaixam as usinas de cana-de-açúcar, responsáveis pelo fechamento de 11.125 postos). A situação de Alagoas só não foi pior porque os setores de Serviços e Comércio tiveram desempenho positivo no ano passado, com a criação de 7.259 e 1.683 postos, respectivamente. Contribuiu ainda para que o estado fechasse 2014 no vermelho, o mês de dezembro, cujo desempenho alagoano fio o pior do País. ?Em dezembro, por razões sazonais que marcam a série do Caged (entressafra agrícola, férias escolares, período de chuvas, término das festas no final do ano), que permeiam quase todos os setores e subsetores, verificou-se [em Alagoas] declínio de 0,08% no nível de emprego ou menos 272 postos de trabalho?, explicou o IBGE em nota. ?Esse resultado decorreu da queda do emprego em quase todos os setores, com destaque para Construção Civil (que fechou 913 postos) e Comércio (com 343 postos a menos), cujas reduções mais que contrabalançaram o aumento ocorrido nos Serviços (+ 525 postos) e na Indústria de Transformação (+501 postos)?, acrescentou.