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Rombo de R$ 32,6 bi eleva d�vida a 65,2% do PIB

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Brasília, DF ? Num ano de aumento de gastos do governo e de ?pedaladas? contábeis, o Brasil registrou um inédito rombo nas contas públicas, que somou R$ 32,6 bilhões. Mesmo se economizar 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano como prometido, ainda será insuficiente para estancar a alta do endividamento do setor público. Expectativa apresentada ontem, pelo Banco Central é de aumento da dívida líquida para 38,2% em 2015 e, para a dívida bruta, para 65,2% - nos dois casos em relação ao PIB. O chefe adjunto do Departamento Econômico do BC, Fernando Rocha, afirmou que o objetivo do governo é estancar a alta da dívida bruta, para, só então, reduzi-la. Essa dívida subiu de 56,7% para 63,4% do PIB no ano passado, atingindo o maior nível da série histórica, iniciada em dezembro de 2001. A elevação dessa taxa em 2014 foi maior do que a da dívida líquida (que passou de 33,6% para 36,7%) em razão do aumento do déficit nominal. O déficit nominal, que vinha rodando na casa de 2% a 3% do PIB nos últimos anos, disparou para 6,7% do PIB em 2014. O BC prevê que, com um aperto fiscal mais forte, haverá redução para 4,5% neste ano. O déficit nominal embute os gastos com os juros, que somaram R$ 311 bilhões no ano passado ? o maior volume desde que o BC começou a compilar os dados. Em relação ao PIB, a taxa de 6,07% é a maior dos últimos sete anos.

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