Economia
Segmento � op��o para se ganhar tempo
São Paulo ? Não importa se o consumidor tem mais ou menos renda. Quando ele opta por comprar alimentos ou produtos de higiene em lojas de vizinhança, está em busca de uma coisa só: economia de tempo. A médica Maria Fernanda Guazeelli, de 40 anos, casada e sem filhos, reduziu as idas ao supermercado e ao hipermercado que aconteciam a cada 40 dias. Sua preferência agora é ir uma vez por semana à loja de vizinhança. ?Aqui gasto 15 minutos; no supermercado perdia uma hora nas compras?, disse. Na quinta-feira passada, ela aproveitava a hora do almoço para fazer as compras numa loja de vizinhança de grande rede varejista no bairro dos Jardins, voltada para consumidores com maior poder aquisitivo. Fernanda esperava gastar R$ 200 com as compras da semana. A poucas quadras da loja onde a médica fazia a compra semanal, o designer gráfico Michael Rodrigues, de 21 anos, também aproveitava a hora do almoço para fazer compras numa loja de vizinhança de uma grande rede varejista, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Brigadeiro Luís Antônio. Boa parte dos itens vendidos na loja em que ele estava é básica ou de consumo rápido ?Aqui ganho tempo?, disse o designer, que estava levando seu almoço para o escritório: um nhoque congelado para colocar no forno de micro-ondas. Além do ganho de tempo, o designer vê outra vantagem em comprar na loja de vizinhança: gastar menos com o almoço. Ele pagou R$ 5 na massa congelada. Se fizesse uma refeição num restaurante por quilo da região desembolsaria R$ 17.