Economia
MAIS TR�S USINAS DEVEM DECRETAR FAL�NCIA ESTE ANO
Desde 2011, quatro usinas deixaram de operar em Alagoas devido à grave crise enfrentada pelo setor sucroenergético. A novidade que não quer ser encarada, mas é uma ameaça bastante concreta a curto prazo de acontecer, é que mais três ? e talvez quatro ? unidades agroindustriais no estado estão à beira do abismo e podem abrir processo de falência ainda em 2015. A situação financeira delas é tão crítica que o volume em dívidas com fornecedores e trabalhadores passa das cifras bilionárias. O setor está apavorado, aguardando o pagamento da subvenção pelo governo federal para, ao menos, tentar respirar. O nome das usinas é mantido a sete chaves, mesmo sem o mercado ter a certeza de que a maioria não está em situação confortável. Há esperança para dias melhores e motivos para preocupação. O repasse dado pela União sobre a produção do setor, atrasada desde julho do ano passado, está longe de salvar a pátria dos usineiros. Por meio dele, vai ser possível manter a continuidade normal das operações. A ansiedade é ainda maior para uma mudança da política econômica brasileira, com a intenção de tornar os produtos derivados da cana-de-açúcar mais competitivos no mercado internacional. As entidades do Brasil inteiro que representam a cadeia produtiva sucroenergética estão se articulando para uma marcha, em Brasília, pela retomada do setor imediatamente. A discussão gira em torno da inserção do etanol na matriz energética nacional de forma estável, assegurando a rentabilidade necessária para cobertura dos custos operacionais e manutenção dos investimentos para o permanente desenvolvimento.