Economia
Casal tem preju�zo mensal de R$ 3,4 mi
O desperdício de água tanto bate até que fura. A pedra dura da manilha de concreto não aguenta, o esgoto rompe ruas, avenidas e transborda podre no litoral. O buraco é mais embaixo, de proporções cavernosas, ao ponto de atingir um rombo financeiro acima da casa dos R$ 100 mil por dia. A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) opera no vermelho, com um prejuízo de R$ 3,4 milhões todo santo mês. O engenheiro civil Clécio Falcão recebeu no colo uma bomba-relógio assim que sentou na cadeira de presidente da Casal, há duas semanas. O relatório de receitas e despesas aponta um deficit de mais de R$ 40 milhões somente no exercício de 2014. Com a experiência de quem já foi diretor de projetos e de obras, integrante do Conselho de Administração e presidente da companhia, Clécio conta com a perícia dos funcionários e apoio da nova direção para se debruçar sobre a ?bomba? e começar a cortar os fios que impeçam a explosão antes que seja tarde. É preciso sangue-frio para tomar as decisões certas. ?Diminuir gastos é o mais difícil, digamos que a gente consiga reduzir algo em torno de 10%?, antecipa. Diante de tamanha sangria desatada, a nova gestão da Casal pretende concentrar os esforços em medidas que aumentem a arrecadação. O plano emergencial para os cem primeiros dias aponta o foco em três pontos cruciais: reduzir a falta d?água, evitar as perdas físicas e combater as perdas comerciais. Em relação ao primeiro item, é preciso investir na capacidade de reduzir o tempo gasto na retomada dos sistemas quando ocorre a interrupção do fornecimento.