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Agreste tem a maior reserva de min�rios

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Desde 1982, quando se iniciaram as pesquisas, até hoje, foram registradas 344 ocorrências de minérios no Agreste alagoano, sendo 30 minerais não-metálicos e 314 metálicos, incluindo ouro, ferro, cobre e alumínio. No trabalho realizado pelas extintas Codeal e EDRN estão demarcadas as áreas de maior incidência de minérios em Alagoas, englobando os municípios de Arapiraca, Craíbas dos Nunes e Igaci. As jazidas, que estão sendo pesquisadas pela Companhia Vale do Rio Doce e que já foram consideradas comercialmente viáveis, estão localizadas nas Serras do Minador, das Lajes e no povoado Quixabeira do Mel, a área fica no limite daqueles três municípios e lá a Vale fincou estacas com adesivos luminosos para facilitar o deslocamento dos técnicos. Mas até agora, somente o deputado federal Rogério Teófilo (PFL) cobrou explicação sobre a potencialidade das jazidas e o que a Vale pretende fazer para beneficiar o minério. Os minérios de acordo com as pesquisas, os principais minerais não-metálicos localizados no subsolo do Agreste alagoano, são: apatita (contém fosfato e flúor, serve como um dos componentes para produção de raio laser), amianto (produz telha, caixa d?água, etc.), vermiculita (isolante térmico e acústico maleável), grafita (utilizado na indústria bélica para fabricação de espoleta para granadas) e halita (sucedâneo do sal-gema). Os principais minerais metálicos são: ferro com índice de pureza de 67,45% (para se ter uma idéia, a jazida com o maior índice de pureza de ferro fica em Minas Gerais e atingiu a 67,71%); ouro (ocorrência não comercial, mas que terá de ser beneficiado por estar associado ao cobre), níquel, utilizado na produção de aço inoxidável e ligas resistentes à corrosão; cobre, que é o segundo metal mais consumido pela humanidade e do qual o Brasil importa 80% do consumo; e Bismutinita, um metal utilizado na fabricação de granadas e reatores nucleares. Mas dificilmente os minérios serão beneficiados em Alagoas. No documento encaminhado ao DNPM, a Vale foi clara ao sustentar que o beneficiamento, por medida de economia, e, também, pela ausência de infra-estrutura no Estado, será feito na unidade que a empresa mantém na Bahia. O minério será levado de trem, cuja linha férrea pertence hoje a um consórcio do qual faz parte a própria Companhia Vale do Rio Doce. No documento entregue ao DNPM a Vale destaca que, para beneficiar o minério em Alagoas, precisaria de uma rede exclusiva de energia elétrica com potência para 170 MW ( Megawatts), ou seja, igual ao consumo de toda Maceió, além de uma adutora com vazão para 37 metros cúbicos por segundo. Para se ter uma idéia, o projeto de transposição das águas do São Francisco para abastecer os sertões do Ceará, da Paraíba e do Rio Grande do Norte previa uma vazão de 50 metros cúbicos por segundo. A Vale alega que dispõe de estrutura em Camaçari-BA.

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