Economia
Pechincheiros ensinam como conquistar sonhos
Há quem mesmo antes do alerta dos economistas, já tinha uma atitude, por assim dizer, ?economicamente correta?. Seja por intuição ou experiências mal-sucedidas, eles aprenderam que barganhar preços melhores, aliando qualidade e necessidade, ajuda a ?dormir tranquilo?. É o que faz o encarregado de construção Luís Antônio Silva, 50 anos. Aposentado, mas ainda na ativa para garantir boa condição à família, ele admite que adotou a ?pechincharia? há uns três anos. Desde então, não passou mais sufoco. Pelo contrário: tem realizado pequenos sonhos de consumo como ter seu próprio carro e eletrodomésticos mais sofisticados. ?Gosto de pechinchar. Mas, antes pesquiso muito e procuro preços melhores. Depois ainda pechincho, porque descobri que quem vende gosta de dinheiro na mão?, ressalta. O comerciante, mesmo estimando margens de lucros acima de 15% e até 20%, dependendo do produto e da lei da oferta e procura, sabe que recebendo à vista, escapa dos prazos de repasses das operadoras de cartão de crédito. Por conta dessa espera, que no mercado varia de 15 a 25 dias, muitos alegam que para se ?proteger? elevam os valores. Sabendo disso, quem tem o hábito de pechinchar consegue aumentar o desconto, diminuindo a margem de lucro de quem vende. ?De uns três anos para cá adotei essa prática e não me arrependo. Seja objetos, mas principalmente alimentos, estou sempre buscando o menor preço. Como geralmente pago em dinheiro, raramente fico preocupado com cobranças?, explica Luís.