Economia
Ind�stria brasileira puxa fila do desemprego
São Paulo, SP ? Ferramenta para atrair trabalhadores quando a empresa precisa eliminar excessos de mão de obra, vários dos programas de demissão voluntária (PDVs) abertos nos últimos meses pela indústria automobilística se mostraram um fracasso. Sem ter para onde correr em um mercado de trabalho que patina, funcionários recusam ofertas tentadoras, que incluem salários extras e até automóvel de graça, mesmo correndo o risco de serem demitidos mais tarde. ?Carro e dinheiro não compensam, pois não conseguiria outro emprego e tem um monte de gente que depende de mim, como filhos, esposa e sogra?, diz José Messias de Faria e Souza, de 46 anos, funcionário da General Motors em São José dos Campos (SP) há 23 anos. Ele estava em um grupo de 798 funcionários que ficou em lay-off (suspensão temporária dos contratos de trabalho) por cinco meses e voltou à fábrica há alguns dias. Alvo do PDV encerrado na semana passada, Souza tem restrições médicas. Funcionário da área de pintura, ele adquiriu tendinite e bursite. Para trabalhadores nessas condições, a GM oferecia até 24 salários extras, um Prisma no valor de R$ 45 mil e dois anos de assistência médica. Ao todo, a empresa obteve apenas 97 adesões ao programa, segundo o sindicato local.